sexta-feira, agosto 27, 2010

Barba

É noite, e sinto a falta da minha longa barba. Tenho saudades de resolver os enigmas da vida pelo cofiar vagaroso dos meus pelos faciais. Encontrar beleza no funcionamento normal da natureza é bem mais fácil, quando se desfaz um nó entre os muitos que se formam nesta barba emaranhada.
Mas ela sempre cresceu, num movimento eterno, por certo ritmado pelas ondas do mar. Ou de um mar interior que devo cá ter. Quando ela parar de crescer, um oceano estagnou, e os meus olhos não estarão cá para ver.